À medida que lucros e preços de ações no índice americano estão andando um para cada lado (a saber, lucros para baixo, preços – recentemente – para cima), é absolutamente natural perceber que a razão preço/lucro (PL) do S&P 500 tenha atingido em abril a marca recorde de 58,66, depois de marcar 52,62 em março.
Não obstante tal situação, não são poucos os analistas que conseguem identificar o fundo de março no índice americano como “O” fundo.

Não duvido dessa opinião, afinal de contas tudo é possível depois que os americanos resolveram trilhar a senda soviética-mussolinista (se é que existe tal definição). Porém, também não a endosso.
Como medida de cautela devo adicionar que é praticamente impossível (assumindo condições normais) que um fundo de longo prazo seja atingido com um PL acima de 50 e se esse tiver sido o caso, será o bottom com maior PL da história do S&P 500.
O exemplo da recessão anterior ajuda a minha tese. Em abril de 2002, o S&P marcava um PL de 45,12, e o mercado só foi atingir um fundo mesmo no ano seguinte, quando essa medida marcou 27 pontos em março de 2003 (o que, convenhamos, também é alto).
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O mais estranho na hipótese profunda do fundo
Nessa discussão entre termos visto o fundo do mercado ou não e se ele tem estrias ou não, o que mais me chamou a atenção foi o estranho relacionamento entre o PL e o dividendo médio do índice. Estranho MESMO. Tão estranho quanto cruzar um porco-da-índia com um elefante e obter como produto final uma hiena em forma de Hank Paulson (esconda a carteira quando for alimentar a criatura).
Historicamente o PL e o yield médio possuem uma correlação inversa. Esse é um fato que qualquer fundamentalista, ortodoxo ou não, irá constatar.
A razão para esse comportamento é bastante simples: quanto menor o valor de uma ação, maior o valor percentual do dividendo (assumindo, obviamente, que o papel pague algum dividendo).
Tal relação foi, estranhamente, abolida nos últimos 12 meses. E desde então tanto yield quanto PL estão subindo juntos:
De acordo com os cálculos do meu amigo Marcel, “essa relação entre o PL acima de 50 com o yield próximo de 3 indicam um payout de 1,50. Ponto. Fim da discussão. Dessa forma, é seguro afirmar que o total de dividendos distribuídos está sendo 50% maior que o total dos lucros”.
Portanto, uma situação que não faz o menor sentido. Se a empresa lucrou 100, não há conta que possa permitir um pagamento de 150. Para efeito de comparação, note que aqui no Braziu empresas sólidas raramente ultrapassam um payout de 0,60. O mais comum é vermos o payout das empresas em nossa bolsa variar entre 0,30 e ,0,40, o que sugere que dos 100 ganhos, 30 ou 40 seriam distribuídos ao acionista.
Meu outro amigo, KB, me ajudou a entender a questão dessa forma:
A resposta para esse embaraço pode residir no fato do colapso nos lucros da carteira do SPX ter sido causado principalmente devido ao setor financeiro que respondia por um pouco mais de 30% dos lucros da carteira do SPX.
Os lucros dos setores não financeiros, particularmente o de energia (antes também o setor de materiais), sofreram muito pouco, mas chegará o momento em que também sofrerão bastante, pois as margens operacionais ainda estão muito acima da média histórica. Bons lucros, embora decrescentes, permitem um pay-out ainda generoso.
Seja como for, um PL de 50 sugere um expectativa quase irreal em termos de retorno para as ações. Se ela for atendida o PL irá recuar naturalmente com a subida nos lucros das empresas.
Se for frustrada deverá fornecer combustível para mais algumas doses de… lucro.
P.s.: Antes que algum puritano reclame da imagem que ilustra esse artigo na página inicial e me taxe de apelativo, devo mencionar: funciona para atrair tarados audiência$ na Grobo, porque não iria funcionar aqui? Estou considerando no próximo tópico escrever sobre a moça do interior que chega na cidade grande e é maltratada pelo magnata de uma grande empresa até descobrir que eles são irmãos. Great success!

A Grobo ultimamente está fora de sincronia com meu gosto pessoal pra mulheres. Só ficam dando destaque pra Juliana Paes e Cleo pires. Uma é feia e zoiuda, a outra parece que foi deformada pelo coringa.
Terei que discordar do amigo em relação à primeira das damas citadas.
A segunda desconheço quem é, pois não assisto a programação dessa emissora há muito tempo (e não faz falta alguma).
hehe
hehe eu tb não assisto programação da Globo.. só flashes quando passo pela sala mas tb não sou alienado
a Cleo Pires ja fez filmes também, procura por “Meu nome não é Johnny” q vc vai ver.
Não vou discutir beleza de mulher etc, só vou concordar com aquele post.. as Suecas eram o ó.. e são ainda! Viva Malin Akerman!
Imagino que vc ja deva ter visto esse comparativo antes e depois?
http://elt0n.files.wordpress.com/2007/04/mulheres-antes-depois.jpg
hehehe a Juliana Paes e cia ta parecendo Stress Test de banco americano… da uma regaribada e engana muita gente! hahahahaha
Eu já tinha ouvido a frase que não existe mulher feia, mas sim pouca bebida. Agora, essa comparação me fez repensar a idéia.
hahaha
PS: Felizmente o serviço de televisão que assino não disponibiliza o sinal da Grobo, então tô livre dessa jaca.
hehehe